Fábio Motta|Estadão
Fábio Motta|Estadão

Eike Batista estava tranquilo antes do embarque e durante viagem de avião, diz passageiro

Segundo relato, empresário não foi hostilizado e foi retirado da aeronave por agentes da Polícia Federal logo após o pouso no Rio de Janeiro

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2017 | 11h06

RIO - Apesar da prisão preventiva decretada, o empresário Eike Batista aparentava tranquilidade antes de embarcar em Nova York de volta ao Brasil, segundo um passageiro que estava no mesmo voo do empresário, o jornalista João Mauro Senise.

"O voo foi supertranquilo. Ele estava na (classe) Executiva, então ele entrou rápido. Mas não entrou despercebido. Lá na fila tinha um monte de gente tirando foto e fazendo vídeo. Mas nada de hostilização", relatou Senise.

Segundo a testemunha, Eike viajou na classe executiva, e aparentemente recusou o jantar, preferindo descansar.

Antes do embarque, o empresário dispensou a sala VIP e circulou pelo saguão do aeroporto JFK, em Nova York entre os demais passageiros. Ele conversava bastante ao telefone celular, além de passar mensagens de texto, sempre aparentando tranquilidade.

"Em nenhum momento transpareceu estar nervoso ou preocupado. Ou ele é um excelente ator ou ele de fato está muito seguro de que não vai acontecer nada", avaliou o passageiro.

Quando o avião pousou em solo brasileiro, o comissário avisou: "Hoje o comandante tem um pedido especial: por favor, permaneçam sentados por mais alguns minutos", contou Senise.

Dois agentes da Polícia Federal que aguardavam Eike já na pista do aeroporto entraram no avião para escoltar o empresário. Os demais passageiros tiveram que aguardar o fim da ação da polícia para poder desembarcar.

O avião que trouxe o empresário de volta ao Brasil pousou na manhã desta segunda-feira no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. Ele embarcou na noite deste domingo no voo 973 da American Airlines, em Nova York. A aeronave tocou o solo brasileiro às 9h54. 

O empresário estava foragido desde quinta-feira, 26, quando a Polícia Federal tentou cumprir um mandado de prisão preventiva contra ele, como parte da Operação Eficiência, que investiga um esquema de corrupção montado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O empresário é investigado por um suposto repasse de R$ 16,5 milhões em propina a Cabral.

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