Eike Batista defende 'código de ética' proposto por Cabral

Empresário, que já emprestou aviões ao governador do Rio, disse que projeto é 'perfeito'

Sérgio Torres, de O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2011 | 15h08

RIO - O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, defendeu nesta sexta-feira, 1º, a criação de um código de ética que regule as relações entre governantes e o empresariado. A proposta foi apresentada há dois dias pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), a quem Eike já emprestou aviões de sua frota pelos menos duas vezes. O empresário classificou seu grupo como "diferenciado", pois cede seus jatos a amigos e funcionários.

Eike confirmou também que fez doações para campanhas de Cabral e de "vários" outros políticos que elegeram-se governadores no ano passado. "Se as pessoas não têm recursos, se você acredita na linha de conduta que esse governador vai fazer, eu faço", afirmou.

O empresário qualificou como "perfeito" e "maravilhoso" o projeto de código de conduta proposto por Cabral. "Que se estabeleça esse código de conduta. O governador falou, é isso aí. É o que tem que fazer. Vamos respeitar o código. A gente respeita as regras do jogo", disse ele, depois de participar de solenidade na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

As relações entre Eike e Cabral foram expostas há duas semanas, quando o empresário emprestou seu jato para o governador ir à Bahia. O peemedebista foi com o filho Marco Antonio e a namorada dele, Mariana Noleto, participar dos festejos de aniversário do também empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. A queda de um helicóptero que servia ao grupo provocou a morte de Mariana, de Jordana Kfuri, mulher de Cavendish, e do filho dela.

A Delta recebeu mais de R$ 1 bilhão em contratos na gestão Cabral e o grupo EBX obteve R$ 79,2 milhões de benefícios fiscais no mesmo período. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado.

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