Efraim quer mais 60 dias para chegar ao ‘núcleo político’

Uma reunião de líderes marcada para esta semana deverá decidir pela prorrogação dos trabalhos da CPI dos Fundos de Pensão por mais 60 dias úteis. O presidente da comissão, deputado Efraim Filho (DEM-PB), pretende usar o prazo, mais o recesso parlamentar, para aprofundar a investigação sobre o chamado “núcleo político”. Até agora, segundo ele, a CPI já colheu elementos suficientes para pedir indiciamentos de ao menos dos gestores dos fundos de pensão Previ, Funcef, Postalis e Petros.

Valmar Hupsel Filho e Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2015 | 05h00

A comissão, segundo o presidente, volta agora sua atenção para os Fundos de Investimento de Participação (FIPs) em empresas. “São negócios de R$ 60 milhões, R$ 80 milhões, estruturados para dar errado e dar prejuízo. A gente já sabe quem perdeu, que foram os aposentados, agora precisamos ir para cima de quem ganhou.”

Efraim disse que pretende usar dois argumentos para convencer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a aprovar a prorrogação. “O apelo social da CPI é muito grande. Estamos falando de direitos de pensionistas, viúvas, trabalhadores. Acabar com a CPI só para blindar o governo tem custo político muito alto.” Do ponto de vista político, argumenta, se Cunha, que está no meio de um fogo cruzado, encerrar investigações que têm potencial de fustigar o governo, ele se tornaria o único alvo.

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