Educação fará Brasil dar próximo passo, diz Lula

Apenas dois dias após ter lançado seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para retomar o discurso da campanha presidencial e repetiu que a educação será uma das bases do desenvolvimento econômico do País em seu segundo mandato. Lula, que se tornou a grande estrela da solenidade de colação de grau de seu enteado Marcos Cláudio, formado no curso de Psicologia da Uniban, aproveitou a platéia com dezenas de estudantes e familiares para reafirmar a promessa de levar extensões universitárias e escolas técnicas a todas as cidades-pólo do País. "Nós tomamos uma decisão de que o Brasil só fará parte do chamado mundo desenvolvido, desenvolvido do ponto de vista pessoal, do ponto de vista de nação, se a gente acreditar na educação como a forma capaz de levar o Brasil a dar o passo seguinte", disse o presidente, que foi patrono da turma de formandos de 2006 da universidade. Homenageado pela escola, Lula evitou aprofundar-se em temas políticos e disse estar na solenidade apenas como "o pai do Marcos" e sogro da mulher dele, Carla. Voltando-se aos estudantes, o presidente aproveitou para se comparar com governos anteriores, apesar das diversas afirmações feitas na reta final da campanha presidencial de que abandonaria as confrontações com o antecessor Fernando Henrique Cardoso. "Esta geração que tanto nos amedronta, que está presa hoje no Brasil inteiro, jovens de 25 anos, 24 anos, na década de 80 não eram nascidos. Eles são a origem, o resultado dessa grande quantidade de anos que o Brasil não investiu em educação". AnimadorAcompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, Lula encarnou o papel de animador da cerimônia. Contou piadas e disse esperar nunca precisar de um psicólogo, profissão escolhida por Marcos Cláudio. "Espero não precisar de psicólogo", disse o presidente, arrancando gargalhadas da platéia. Ele ponderou, contudo, que certamente precisará de um professor de educação física para assegurar que sua barriga não volte ou de um fisioterapeuta, para tratar da bursite.Ao dirigir-se aos veterinários recém-formados, lembrou do ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri - que disse que cachorro era um ser humano como qualquer outro para justificar o uso de carro oficial para transportar o animal de estimação da família ao veterinário. "Lembro que o Magri foi massacrado porque disse que cachorro também é gente. Agora, só pode massacrar quem não sabe o que é ter um cachorrinho em casa", disse. Ele contou ainda que ele e Marisa choraram por dias quando morreu um periquito australiano que costumava ficar em seu ombro em casa.

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