Eduardo Suplicy está disposto a ser vice de Mercadante

Na aliança entre PT, PR e PDT, ficou acertado que a definição do vice-governador ficaria com o PDT

Verônica Dantas, de O Estado de S.Paulo

23 Maio 2010 | 17h26

SÃO PAULO - Se depender da militância petista das regiões norte, noroeste e oeste da capital paulista, o senador Aloizio Mercadante será o próximo governador do Estado e o senador Eduardo Suplicy ocupará a vaga de vice. Possível candidato ao governo de São Paulo até o mês passado, Suplicy acatou com serenidade o apelo da direção estadual do PT para abrir mão da candidatura - apesar de estar à frente de Mercadante nas pesquisas de intenção de votos - e agora aguarda aprovação do PDT para definir seus próximos passos.

 

Na aliança entre PT, PR e PDT, ficou acertado que a definição do vice-governador ficaria com o PDT. "O prefeito de Campinas (o pedetista Hélio de Oliveira Santos), por exemplo, indicou um dos seus secretários. Estou disposto a colaborar. Eu quero colaborar para que se possa ser fortalecida da melhor maneira a candidatura da Dilma, do Aloizio, da Marta, do Netinho (PC do B) e dos candidatos a deputado estadual e federal", disse Suplicy. "O que o partido avaliar como melhor, vou procurar colaborar."

 

Em plenária realizada ontem pela manhã com lideranças do PT no salão da Sociedade Rosas de Ouro, na Freguesia do Ó, Mercadante demonstrou aprovar o nome de Suplicy como vice-governador em sua chapa.

 

"Vamos cumprir o que acertamos e ele (PDT) tem prioridade na indicação. Abrimos uma discussão com os 12 partidos que talvez a melhor posição para mostrar a cara da vitória em São Paulo seria colocar como candidato a vice o companheiro no qual São Paulo acredita e confia. Imagine uma chapa Netinho e Marta, Mercadante e Suplicy? Não seria o caminho para fortalecer a nossa chapa?"

 

Assédio

 

Aguardada para o evento, a ex-ministra Marta Suplicy não compareceu. Sua ausência, no entanto, passou praticamente despercebida, principalmente após a chegada do cantor e apresentador Netinho de Paula. Assediado pela ala feminina da militância, o comunista teve dificuldades para driblar as fãs. Emocionado por voltar à quadra da escola de samba onde cantou tantas vezes, Netinho disse que sempre esteve ao dos necessitados. "Eles (tucanos) já tiveram o tempo deles. Mano Mercadante, vamos pra guerra."

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