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Eduardo Paes diz desconhecer 'maquiagem' em contas do Banco Rural mencionada por Delcídio

Prefeito de Rio foi citado em delação premiada do senador petista como "emissário" de Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, durante a CPI dos Correios; peemedebista era filiado ao PSDB e integrante da comissão

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 16h05

RIO - Citado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) como “emissário” do então governador de Minas Gerais Aécio Neves, hoje senador e presidente do PSDB, durante a CPI dos Correios, entre 2005 e 2006, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), negou nesta terça-feira, 15, ter pedido adiamento do prazo de entrega do sigilo fiscal do Banco Rural e disse desconhecer que tenha havido “maquiagem” nas contas do banco. Em delação premiada, Delcídio, que presidiu a CPI responsável pela investigação do escândalo do mensalão, disse que o prazo foi adiado para que as contas fossem “maquiadas”. Na época, Paes era integrante da CPI e secretário-geral do PSDB.

O senador petista afirmou ter sido informado por Paes e pelo próprio Aécio que os dados foram maquiados e disse não ter feito nada a respeito. Segundo Delcídio, o relatório final da CPI levou em conta os dados fraudados. “Que foi com surpresa que o declarante percebeu, ao receber as respostas, que o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural; que ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves; que os dados atingiriam em cheia as pessoas de Aécio Neves e Clésio Andrade (então vice-governador de Minas Gerais)”, diz trecho da delação.

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura diz: “O prefeito Eduardo Paes nega que tenha sido procurado por Aécio Neves à época da CPI dos Correios para pedir a postergação da quebra de sigilo bancário ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto. Ele desconhece que tenha havido maquiagem em quaisquer dados, mesmo porque o trabalho de investigação fora acompanhado por técnicos do Tribunal de Contas da União e do Banco Central”. A nota afirma, em seguida, que “de qualquer maneira, quem deve esclarecimentos sobre eventuais contas no Banco Rural é o senador Aécio Neves”. Paes reiterou ter “muito orgulho de ter participado da CPI dos Correios como subrelator e ter ajudado, com as investigações e fatos apurados, a denunciar esquema de desvio de dinheiro público”.

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