Eduardo Jorge e procuradores podem ser acareados

O presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB), disse hoje que poderá realizar uma acareação entre o ex-secretário-geral da presidência da República Eduardo Jorge e os procuradores Luis Francisco de Souza e Guilherme Schelb, se houver contradições nos depoimentos que eles vão prestar à comissão.Na próxima terça-feira, serão votados os requerimentos marcando as datas desses depoimentos. Suassuna adiantou que os procuradores serão ouvidos juntos, embora estejam rompidos, desde que Luis Francisco gravou a conversa que tiveram com o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) sobre a corrupção nos órgãos públicos federais.Suassuna deu a informação ao tomar conhecimento de que Eduardo Jorge havia dito que gostaria de ser acareado com os procuradores. O ex-secretário se manifestou após entregar ao senador cópias do documento no qual o Banco Central informa não ter encontrado depósitos provenientes das obras do fórum trabalhista de São Paulo nas suas contas e dos inquéritos civil e público aberto contra ele no Ministério Público de São Paulo e do Distrito Federal.Eduardo Jorge acusou os procuradores de terem mentido, ao acusá-lo de obter vantagens pessoais no período em que assessorou o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Eu os desafio a mostrar algo que me incrimine nos processos", afirmou.Ele tachou como "mentirosas" as informações de que seria dono de uma casa no luxuoso bairro de Boca Ratón, na Flórida, e de "construir uma piscina de 50 metros num terreno que tem 10 metros de frente". O ex-secretário disse que entregou ao senador Suassuna cartas autorizando a quebra de seu sigilo bancário, fiscal e telefônico e os da sua mulher, de outros parentes e de "amigos próximos".Ele disse que não depende dele a decisão de quebrar o sigilo dos telefones do Ministério da Fazenda. Também disse que não concorda com a abertura dos telefonemas feitos nas instalações da Presidência da República, "por causa da histeria de dois procuradores".

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