André Dusek/Estadão - 12/09/2016
André Dusek/Estadão - 12/09/2016

Eduardo Cunha volta a usar redes sociais após ter prisões derrubadas pela Justiça

Ex-deputado federal vinha cumprindo pena em regime domiciliar desde o ano passado, por conta da pandemia

Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2021 | 14h05

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ), anunciou neste domingo, 9, que voltou a usar as redes sociais. O retorno de Cunha às plataformas acontece após a revogação das prisões preventivas que vigoravam contra o ex-deputado federal. Ele vinha cumprindo pena em regime domiciliar desde o ano passado por causa da pandemia da covid-19.

“Estou retornando a usar as mídias sociais e quero agradecer todas as manifestações de carinho recebidas dos muitos amigos e daqueles que torcem por mim”, escreveu Cunha em sua conta oficial no Twitter. Em três postagens separadas, ele desejou bom dia aos seguidores, anunciou o retorno às redes e escreveu uma mensagem de Dia das Mães.

O ex-deputado disse que não vai se candidatar nem conduzir articulações políticas com o MDB na Câmara dos Deputados. "Também não tenho condição e nem pretendo me meter em nenhum processo politico, seja para governabilidade, seja para influenciar em indicação ao STF", escreveu. "Não existe e nem vai existir a bancada do Cunha".

A conta de Cunha na rede vinha sendo mantida pela filha do político, Danielle Cunha, desde sua prisão, em outubro de 2016. Alvo de processos em investigações anticorrupção, Cunha estava preso graças a pedidos de prisão preventiva em diferentes investigações.

O primeiro pedido, que era referente a investigações da Operação Lava Jato, foi derrubado em 28 de abril pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O TRF julgou um recurso da defesa do deputado cassado, mais de três anos depois de ter referendado sua condenação em primeira instância, proferida pelo então juiz Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba. 

O segundo pedido de prisão, referente à Operação Sepsis e que havia sido decretado em 2017, foi derrubado na quinta-feira, 6, pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Bello sustentou que, após um ano da prisão domiciliar de Cunha, não viu necessidade de manter a prisão preventiva, que era a última barreira para que o político se visse livre.

No primeiro caso, Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas envolvendo a compra de um campo de petróleo na África pela Petrobras - a pena havia sido reduzida a 14 anos e 6 meses de prisão na segunda instância. No segundo, ele foi alvo da Sepsis, desdobramento da Lava Jato que investigou desvios do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), gerido pela Caixa Econômica Federal.

Apesar de as prisões terem sido revogadas, foram mantidas as restrições a viagens internacionais. Cunha responde aos processos em liberdade.

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