André Dusek/Estadão
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'Eduardo Cunha sempre mostrou muita imparcialidade', diz Levy

Após delcarações de ruptura de presidente da Câmara, ministro da Fazenda afirma que acredita na isenção do deputado na votação das matérias necessárias ao ajuste fiscal e demais pautas

Idiana Tomazelli , O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2015 | 14h39

RIO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira (17) que acredita na imparcialidade do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na votação das matérias necessárias ao ajuste fiscal. Hoje, Cunha anunciou seu rompimento pessoal com o governo e disse que vai atuar a partir de agora como opositor.

Questionado se a decisão do presidente da Câmara tornaria mais difícil a aprovação da reforma do ICMS, Levy disse que a atuação de Cunha é semelhante à de um magistrado, o que pressupõe a isenção.

"O presidente Eduardo Cunha sempre mostrou muita imparcialidade. Como presidente da Câmara, ele dá andamento a processos e atua quase como um magistrado", disse Levy após participar da 157ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no Rio.

"Ele (Cunha) já era assim antes e tenho certeza de que, no cumprimento das funções, vai continuar igual. Como parlamentar, ele pode, por (quaisquer) razões que sejam, estar com o governo ou fora do governo. Mas, do ponto de vista da atuação dele como presidente, (divergências) não alcançam essa posição de quase magistrado", afirmou o ministro

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