Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Eduardo Cunha rejeita tese de impeachment

Sobre as 'pedaladas fiscais', o presidente da Câmara disse que isso 'vem sendo praticado nos últimos 15 anos sem nenhuma punição'

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, Enviados especiais

19 Abril 2015 | 09h31

COMANDATUBA - Principal estrela do Fórum de Comandatuba, maior encontro empresarial do País, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rejeitou veementemente a tese de que já existem elementos para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, proposta que ganha corpo entre os partidos de oposição.

"Qualquer coisa que chegar a gente vai examinar com atenção e respeito. Mas, na minha opinião, o que saiu em relação a isso foi no mandato anterior. Não vejo como possa se aplicar em responsabilidade no atual mandato", afirmou. Questionado se as pedaladas fiscais, manobra  com a qual a o governo usou bancos públicos para cobrir despesas que deveriam ter sido pagas pelo Tesouro, justificariam o impedimento da presidente, Cunha novamente rejeitou a ideia.

"O que vocês chamam de pedalada é a má prática de se adiar investimento para fazer superávit primário. Isso vem sendo praticado nos últimos 15 anos sem nenhuma punição". Sobre a votação do projeto de terceirização, que deve acontecer na quarta-feira, o presidente da Câmara afirmou que foi "um erro" ter demorado tanto tempo para se votar essa pauta. "Faz anos que está lá. Não tenho compromisso com o conteúdo do resultado, mas com a votação".

Organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o Fórum de Comandatuba começou nesse sábado e terminará na terça-feira.

Mais conteúdo sobre:
Eduardo CunhaDilmaimpeachment

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.