Eduardo Cunha não comenta versão de filho de ex-deputado

O presidente da Câmara dos Deputados evitou comentar a versão apresentada pelo economista Felipe Diniz sobre o depósito de 1,3 milhão de francos suíços em sua conta bancária no país europeu

Daiene Cardoso, Carla Araújo e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 03h00

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evitou comentar nesta terça-feira, 10, a versão apresentada pelo economista Felipe Diniz sobre o depósito de 1,3 milhão de francos suíços em sua conta bancária no país europeu. 

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o filho do ex-deputado do PMDB Fernando Diniz, morto em 2009, colocou em xeque a defesa de Cunha. “Quando falei com vocês na sexta-feira, estava com a cópia (de documentos) e já mostrei para todos vocês. Não tenho nenhuma preocupação. Mas volto a dizer: esse assunto volta para o campo do advogado”, respondeu. “Não vou ficar, a cada dia que acontecer um movimento, esse movimento virar comentário. Não vou comentar. Isso aí, que se apure, se esclareça as contradições no devido processo legal.”

Visita. A defesa do presidente da Câmara informou que o economista foi ontem por volta de 7h à residência oficial do presidente da Câmara, mas não foi recebido pelo deputado. “Por não o ter convidado, e por desconhecer a motivação da sua presença na residência – que aliás causou profunda estranheza – de imediato o informou ser totalmente impertinente a visita. O parlamentar disse a ele, ainda, que caso tivesse algo a dizer, que procurasse seus advogados”, disseram os advogados em nota.

Cunha é investigado por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara por ter dito aos parlamentares não ter contas no exterior. O procedimento pode resultar na cassação de seu mandato. 

O presidente da Câmara é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura movimentação bancária na Suíça. Ele é acusado de receber propina do esquema de corrupção na Petrobrás. A Procuradoria-Geral da República o denunciou por corrupção e lavagem de dinheiro. 

 

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