Eduardo Cunha diz que vetos podem ser desengavetados

O clima de conflagração da base de apoio à presidente Dilma Rousseff no Congresso continua intenso. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), deixou no ar uma clara ameaça ao governo. Segundo ele, vetos presidenciais antigos, como o do fator previdenciário, podem ser desengavetados.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 20h25

"(Os vetos antigos) não morreram. Eles estão no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). De repente, eles podem ganhar um balão de oxigênio e sobreviver", disse Cunha, depois de um acordo entre todos os partidos para criar uma nova sistemática de votação dos vetos presidenciais. Por esse acordo, os vetos a partir do dia primeiro deste mês terão de ser apreciados dentro de 30 dias. Os anteriores foram parar numa espécie de limbo. Lá está o temido veto do fator previdenciário. Se derrubado, pode causar um rombo entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões anuais, segundo vários cálculos do governo.

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