Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Eduardo Cunha diz que Procuradoria agiu como 'aparelho político'

Após ter nome incluído na lista da Lava Jato, presidente da Câmara usou as redes sociais para desmentir acusações

Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 11h37

BRASÍLIA - Confirmado oficialmente como investigado na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou as redes sociais durante a madrugada para desmentir as acusações e atacar a Procuradoria Geral da República. O peemedebista diz que a peça apresentada pelo procurador ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma "piada" e que o inquérito foi proposto por motivação política. "É mais uma alopragem que responderei e desmontarei com relativa facilidade", escreveu no Twitter.

Na opinião de Cunha, a PGR agiu como "aparelho visando a imputação política de indícios como se todos fossem partícipe da mesma lama" e considerou "lamentável" ver a instituição se "prestar a esse papel" para que o procurador-geral Rodrigo Janot seja reconduzido ao cargo.

"Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu e não dá para ficar calado sem denunciar a politização e aparelhamento da PGR", declarou. "Eles estão a serviço de quem? Pelo critério do indício o PGR só será reconduzido se for da vontade do executivo", emendou. As mesmas ponderações foram colocadas em nota na página oficial.

Em um longo desabafo, o peemedebista nega que o lobista Fernando Baiano não representava o PMDB da Câmara e do Senado e que o partido não indicou o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele afirma que há vários "absurdos" na peça de Janot. "É uma piada essa peça do procurador e causa estranheza que não tenha me pedido explicações, como aliás sempre foi praxe na PGR", insistiu.

Cunha também critica o que ele chama de criminalização da sua doação oficial de campanha sem fazer o mesmo com outros políticos. "É um acinte à inteligência de quem quer que seja", enfatizou. "Imaginem só todas as campanhas majoritárias, incluindo Dilma, Aécio e todas as outras também receberam doações dessas empresas", emendou. Ele questiona os depoimentos após sua eleição para presidência da Câmara e as doações como indícios justificando a abertura de investigação.

Entre comentários sobre a peça da PGR e explicações para a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Cunha afirmou que vinha a público detalhar "vírgula a vírgula dessa indecente petição do PGR, que certamente vai envergonhar muitos dessa respeitosa instituição". O peemedebista destacou que ele e ao senador do PSDB, Antonio Anastasia (MG), querem saber a quem interessa misturar seus nomes "a essa corrupção odienta". Ele voltou a dizer que se colocará à disposição para falar à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

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