Eduardo Campos toma posse no governo de Pernambuco

O novo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse, durante a posse nesta segunda na Assembléia Legislativa às 16h30 (horário de Brasília), que "com a ajuda do povo", irá fazer um governo que "vai ficar na história". Segundo ele a desigualdade social será combatida "sem trégua" como "uma doença física e moral". Recém-empossado, Eduardo Campos, é neto de Miguel Arraes, falecido no ano passado. Por conta disso, toda a cerimônia foi permeada de uma homenagem póstuma. Campos foi chamado de "semente plantada por Arraes" pelo presidente da Assembléia, Romário Dias (PFL). No Palácio do Campo das Princesas, o repentista e poeta popular Antonio Marinho, declamou poesia em que afirmou: "Arraes volta ao Campo das Princesas renovando em seu neto a esperança". O próprio Eduardo, ao falar da sacada para 3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, frisou que o momento em que chega ao Palácio do Campo das Princesas, ocupado três vezes pelo seu avô, era cheio de símbolos, sentimentos e esperança. "Há 20 anos, ouvi o guerreiro do povo brasileiro (Arraes) dizer que o possível se faça logo e o impossível o povo ajude a fazer", disse ele, emocionado ao pedir o engajamento do povo na continuação de uma tradição (dos governos do avô) de formular e realizar programas e projetos que atendam à maioria e que estimulem a organização popular. Críticas Campos acusou, sem citar nomes, a aliança União por Pernambuco - integrada pelo PFL, PMDB e PSDB - de ter uma "falsa percepção de desenvolvimento" e de tentar, nos últimos 16 anos, desde a criação, "perpetuar os mecanismos da nossa brutal desigualdade histórica". Ao ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e seu sucessor Mendonça Filho (PFL), disse que "mais importante do que construir estradas é construir a cidadania, a inclusão dos que sempre estiveram à margem do desenvolvimento, porque o desenvolvimento econômico só faz sentido se beneficia a grande maioria da população e não apenas uns poucos". Vasconcelos teve como uma de suas marcas de governo o investimento na infra-estrutura estadual, tendo como carro-chefe a duplicação da BR-232, que liga o Recife ao interior. Mendonça Filho transmitiu o cargo por volta das 18 horas (horário de Brasília) e saiu do Palácio sob vaias e alguns gritos de "fora" por populares e eleitores do socialista que participaram da posse. Campos pediu, com gestos, para as vaias cessarem e incentivou os aplausos ao ex-governador. No discurso, porém, ele não poupou o pefelista. "O mandato que se inicia representa o ponto alto da retomada do papel histórico do povo pernambucano como agente de mudanças, um processo interrompido oito anos atrás" (quando Jarbas e seu então vice, Mendonça Filho, assumiram o governo). Cumprido todo o protocolo da posse, a festa tomou conta da Praça da República, onde fica o Palácio do Governo, no centro do Recife, com shows que anunciavam Jorge Aragão, Alceu Valença e Antonio Nóbrega, entre outros artistas.

Agencia Estado,

01 Janeiro 2007 | 22h55

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