Eduardo Campos quer reforma tributária em prazo de 12 anos

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse, nesta sexta-feira, que só acredita em reforma tributária e no fim da guerra fiscal entre os Estados quando a reforma passar a ser discutida sobre um prazo de 12 anos - com quatro anos apenas para transição."Se isto tivesse sido feito em 1995, hoje já se estaria com a reforma em vigor", disse Campos, durante o segundo encontro dos governadores do Nordeste, em João Pessoa (PB).Sobre a nova proposta de reforma tributária, que deverá simplificar e unificar tributos, em elaboração pelo governo e apresentada na quinta-feira pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, o governador disse acreditar que é o caminho para proporcionar o debate sobre a reforma. Campos informou também que os secretários de Fazenda dos Estados nordestinos irão se reunir para avaliar a proposta - que deverá seguir para o Congresso entre julho e agosto-, para que na próxima reunião dos governadores nordestinos, que será em maio, em Fortaleza, os governadores já possam ter alguma posição conjunta em relação ao desarmamento fiscal. Ele afirmou que os sete governadores presentes na reunião são contra a guerra fiscal, mas defendem uma compensação efetiva de recursos para o Nordeste, durante o período de transição, pelas perdas com a renúncia da guerra fiscal.No encontro desta sexta, os governadores discutiram basicamente a segurança pública e a necessidade de desburocratização da administração do Prodetur NE (Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste). No final da reunião, foi divulgada a Carta de João Pessoa.Participaram do encontro a ministra de Cidades, Marta Suplicy, e o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Correa. Não compareceram os governadores de Alagoas e do Maranhão.

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