Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Bancada Feminina defende Flávia Arruda após suposta agressão machista

Senador Eduardo Braga teria ofendido a ministra da Secretaria de Governo com palavrões; via assessoria, ele diz considerar não ter havido falta de respeito, mas uma defesa 'firme e enfática' dos interesses de seu Estado

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2021 | 10h22
Atualizado 14 de dezembro de 2021 | 11h20

A bancada feminina da Câmara divulgou nota nesta segunda-feira, 13, manifestando repúdio ao senador Eduardo Bragada (MDB-AM). Na última quinta-feira, 9, o parlamentar proferiu xingamentos e palavrões ao telefone contra a ministra Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, enquanto cobrava a liberação de uma emenda prometida a ele pelo Planalto.  

Em nota, a Secretaria da Mulher, órgão representativo das mulheres na Casa, prestou apoio à ministra e condenou “veementemente as declarações desrespeitosas do senador”. 

“O caso (...) demonstra que mulheres de todas as classes e condições sociais estão sujeitas à violência de gênero, seja doméstica, física, psicológica ou política”, diz o texto. 

“Por essa razão, a Secretaria da Mulher, representando a bancada feminina da Câmara dos Deputados, lamenta a postura do referido parlamentar que em flagrante quebra de decoro, e de forma vil, usou palavras inapropriadas para com uma autoridade do mais alto escalão do Poder Executivo”, continua a nota.

No telefonema, o parlamentar subiu o tom contra a ministra e teria usado expressões de cunho machista. Não foram reveladas as exatas palavras usadas pelo senador. Flávia, chorando, passou o telefone para o ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, que estava ao seu lado no momento da ligação, para que ele tentasse acalmar Braga.

No último domingo, 12, a ministra se pronunciou sobre as ofensas que recebeu do senador: “Gritos não me amedrontam. O episódio, infelizmente, demonstra que o machismo atrasado ainda resiste às mulheres que assumem posições relevantes na política brasileira”, disse Flávia ao jornal O Globo, que revelou o caso.  

Por meio de sua assessoria, o senador Eduardo Braga afirmou lamentar o ocorrido e que não teve a intenção de ofender a ministra. O parlamentar disse ter admiração por Flávia Arruda e que considera não ter havido falta de respeito, mas uma “defesa enfática e firme dos interesses” de seu Estado, o Amazonas.

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