Will Shutter/Câmara
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Eduardo Bolsonaro vota sim e diz que PEC do Orçamento é 'vitória do Legislativo'

'Nunca foi pauta do governo Bolsonaro fazer o Legislativo de refém através de emendas orçamentárias', diz o filho do presidente

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2019 | 08h38

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi um dos 453 deputados que deram voto favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC) 2/15. Aprovada em dois turnos na Câmara, ela engessa parcela maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras.

Na prática, reduz o poder do Executivo sobre gastos públicos e tem sido vista como uma importante derrota para o governo na Câmara. O filho do presidente discorda. Depois de votar sim, Eduardo lembrou que ele e o pai foram favoráveis ao projeto em 2015, quando foi apresentado e acabou ficando parado. Na ocasião, os dois eram oposição ao governo Dilma Rousseff (PT).

“Nunca foi pauta do governo Bolsonaro fazer o Legislativo de refém através de emendas orçamentárias", escreveu Eduardo nesta quarta, 27. "Quando deputado, Jair Bolsonaro apoiou a PEC do orçamento impositivo. Mantemos a coerência. Vitória do Legislativo e da independência entre os poderes." 

A aprovação foi um recado dos deputados para o Palácio do Planalto. Insatisfeitos com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não negociar com partidos, líderes de várias siglas decidiram emparedar o governo. Apenas seis deputados, entre eles a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-RJ), se posicionaram contra a PEC.

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