ERNESTO RODRIGUES/ESTADAO
ERNESTO RODRIGUES/ESTADAO

Eduardo Bolsonaro inicia tour nos EUA com conversa no Departamento de Estado

Filho do presidente eleito abre conversas para aproximar novo governo brasileiro com o governo americano

Beatriz Bulla / CORRESPONDENTE, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2018 | 17h22

WASHINGTON - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, chegou nesta manhã a Washington (EUA) para uma série de conversas de aproximação do governo eleito com o governo americano. A primeira parada de Eduardo foi no Departamento de Estado, onde se encontrou com a secretária-adjunta para o Hemisfério Ocidental, Kim Breier. 

Segundo Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais do PSL, a conversa foi sobre “investimentos, segurança regional e outras áreas de cooperação”.

Kim Breier foi a primeira integrante do governo americano a se manifestar publicamente elogiando o presidente eleito pela postura com Cuba com relação ao programa Mais Médicos. “Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir em que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário ao invés de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime", escreveu ela em sua conta no Twitter, depois de o governo cubano informar que estava se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" de Bolsonaro, que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto. 

Depois do encontro no Departamento de Estado, Eduardo Bolsonaro foi a almoço organizado pelo think tank American Enterprise Institute. O encontro acontece a portas fechadas, só para convidados. 

Ao chegar, Eduardo falou que a viagem é uma forma de “resgatar a credibilidade brasileira e dizer que o novo governo está disposto a não só fazer comércio como cooperar em diversas outras áreas e não somente fazer comércio com aquele viés ideológico que a gente sabe que era feito antigamente”. Ele disse ainda que o Brasil durante os governos do PT enviou dinheiro via BNDES “para ditaduras como a cubana e como a venezuelana”.

“É um primeiro passo, que as coisas vão mudar e muito, também vide perfil do novo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que vem também nesse sentido”.

Ele disse que terá uma “agenda cheia”, sem divulgar os demais compromissos. Eduardo Bolsonaro fica em Washington até quarta-feira, quando vai a Nova York e, depois, a Miami.

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