Edmar Moreira não resiste à pressão política e renuncia

Deputado do DEM-MG apresentou seu pedido de renúncia ao cargo de segundo vice-presidente nesta noite

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo,

08 de fevereiro de 2009 | 20h46

O deputado Edmar Moreira (DEM-MG) não resistiu à pressão política e apresentou na noite deste domingo, 8, o seu pedido de renúncia ao cargo de segundo vice-presidente. Como a corregedoria da Câmara é vinculada à segunda vice, Edmar também abre mão automaticamente dessa função. A suspeita de não ter declarado à Justiça Eleitoral a posse de um castelo em Minas Gerais, avaliado em R$ 25 milhões, tornou insustentável sua situação. Moreira enviou um fax à noite para o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) abrindo mão do posto para o qual foi eleito na última segunda-feira. "Falei com o deputado por telefone e ele me confirmou sua renúncia. Vou aceitá-la ad referendum da Mesa Diretora", confirmou Temer.   Veja também:  Enquete: você fiscaliza os políticos em quem votou?   Todas as notícias sobre o caso Edmar Moreira   Na sexta-feira, em conversa com líderes partidários, Moreira já havia sinalizado que deixaria a vaga de corregedor, mas não mostrou disposição em renunciar ao posto de vice-presidente, alegando ter sido eleito pelo plenário.   A crise envolvendo o parlamentar, porém, se agravou no final de semana com a suspeita dele ter usado de maneira irregular a verba indenizatória nos últimos dois anos. E, com ela, cresceu a pressão para o deputado do DEM abrir mão da vaga da Mesa. A deputados, Temer avaliou a situação como "irreversível" e afirmou que a melhor saída para "a Câmara e para o próprio deputado" seria a renúncia.

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