JF Diorio
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Edinho diz que vai ‘democratizar’ verba de publicidade do governo

Ministro da Secom afirma que vai se orientar por critérios técnicos na hora de distribuir recursos e que haverá mais ‘diálogo’

Ricardo Della Coletta e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2015 | 22h15

Brasília - O novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Edinho Silva (PT), afirmou que a “democratização” das verbas de publicidade será um dos objetivos da sua gestão. Mas assegurou que não fará “nenhum tipo de manipulação de recursos”. 

Segundo informou o Palácio do Planalto, o orçamento para publicidade da secretaria é de R$ 187,5 milhões. 

“A presidente Dilma Rousseff foi muito clara ao dizer que os critérios de distribuição de recursos são técnicos. Quem me conhece, sabe que eu jamais assumiria uma função pública para fazer nenhum tipo de manipulação de recursos. Isso não faz parte da minha história. Já cumpri muitas tarefas como homem público. Essa agora, evidentemente, é diferente das demais. Eu vou executá-la com o maior espírito público possível”, disse Edinho. 

“Vou seguir orientação da presidente, que quer uma postura republicana e que os recursos sejam distribuídos por critérios técnicos. Se tivermos recursos suficientes para democratizar ao máximo a distribuição de recursos, nós vamos fazer.” 


Descentralização. Edinho é ex-presidente do diretório paulista do PT, partido que cobra dele uma postura mais “combativa” no comando da pasta. Setores da sigla defendem uma descentralização da publicidade oficial do governo destinada a meios de comunicação tradicionais, com o objetivo de fortalecer um volume maior de veículos, incluindo nessa lista simpatizantes do governo Dilma, os chamados “blogueiros progressistas” e a “mídia alternativa”.

O novo ministro – que foi tesoureiro da campanha pela reeleição de Dilma – disse que é contrário à regulação de conteúdo da mídia, mas afirmou que seguirá a orientação do Palácio do Planalto sobre a chamada regulação econômica, uma das bandeiras levantadas pela presidente. “Sou contra a regulação de conteúdo. A imprensa, em relação ao conteúdo, tem de ter liberdade e capacidade.” 

O novo ministro relatou que foi orientado pela presidente Dilma Rousseff a “dialogar” mais com os veículos de comunicação. “Ela quer que eu faça uma gestão dialogando com os veículos, conversando com aqueles que fazem chegar a comunicação até a sociedade”, argumentou. “É um governo que tem credibilidade por já ter feito (o País crescer). Se fosse um governo que não tivesse feito, teríamos outra situação. É um governo que conduziu o Brasil crescendo, gerando emprego”, acrescentou o petista. 

Sociólogo com mestrado em engenharia de produção, Edinho assumirá a Secretaria de Comunicação na próxima semana, em substituição ao jornalista Thomas Traumann, que pediu demissão após o portal estadão.com.br divulgar documento no qual a pasta relata haver “caos político” no País e critica a “comunicação errática” do governo. Questionado se concordava com o teor do texto, Edinho disse preferir “não discutir o passado”.

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