Edema na garganta persiste e limita atividades de Lula

Quase um mês depois de ser considerado pelos médicos curado do câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu debelar um edema na garganta que vem limitando suas atividades, inclusive políticas. A equipe que assessora Lula vem tentando restringir sua participação na campanha eleitoral para poupar a voz do ex-presidente, embora ele tenha sido liberado pelos médicos para subir no palanque e "falar 24 horas". Desde a semana passada, Lula passou a fazer sessões diárias com sua fonoaudióloga, que antes eram semanais.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

28 de agosto de 2012 | 17h17

Nesta terça, durante encontro com movimentos sociais e sindicais para discutir a integração com a América Latina, que reuniu 38 entidades num hotel da Vila Mariana, centro da cidade, os participantes notaram a fala mais rouca e baixa do ex-presidente. O problema incomoda Lula, segundo seus assessores, já que ele pretendia se dedicar inteiramente às campanhas do PT pelo País, especialmente à do ex-ministro Fernando Haddad em São Paulo. Por enquanto, a agenda já definida, como a viagem para Belo Horizonte (MG) na sexta-feira, que será estendida a Betim e Contagem no sábado, e a participação no ato pela campanha de Haddad na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, no dia 4 de setembro, está mantida.

O edema na garganta gera um problema prático, pois Lula gosta de falar. No evento desta terça, ele recebeu recomendação expressa para poupar a voz e reclamou de não poder se expressar à vontade. O ex-ministro Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula e coordenador do encontro, disse que até as viagens que o presidente pretende fazer pela América Latina estão condicionadas à melhoria da voz. Lula foi convidado a visitar o Peru e a Bolívia, mas a agenda ficou condicionada às condições da voz, já que estão previstas várias reuniões nos dois países. De acordo com Dulci, Lula recebeu espera estar com a voz boa dentro de dois meses.

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