'Economist' vê 'dificuldades' de Serra para tirar vantagem de Dilma

Revista britânica avalia que candidata do PT, Dilma Rousseff, está 'no caminho de herdar Presidência' do presidente Lula.

BBC Brasil, BBC

13 de agosto de 2010 | 05h33

A revista "Economist" traz na sua edição desta semana um artigo em que analisa as "dificuldades" que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, enfrenta para tirar a vantagem que a candidata do PT, Dilma Rousseff, começa a registrar nas pesquisas eleitorais.

Intitulado "Glória Refletida" - em referência ao principal ativo de Dilma na campanha, a transferência de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o artigo avalia que a candidata petista "está no caminho de herdar a Presidência" de Lula.

Para a revista, a transferência de votos de Lula para sua candidata é "o problema" de Serra na campanha.

Por isso, embora demonstre, "no papel", qualidades para "vencer a eleição presidencial sem suar", o candidato tucano "tem tido dificuldades para se manter na corrida".

A "Economist" ressalta que Serra tem sido obrigado a prometer a continuação de certas políticas do governo Lula, como o Bolsa Família.

Estratégia

Resumindo as estratégias dos dois principais candidatos, o cientista político Rubens Figueiredo, ouvido na reportagem, expõe: "Para a Dilma é simples: convencer os eleitores de que ela representa Lula. Já Serra precisa lembrá-los de que Lula não é o candidato - e fazer isso de maneira a não se opor, e se possível até sem mencionar, Lula".

Para a publicação britânica, avançar de maneira "estável", como vem fazendo Dilma, "é melhor para quem está no poder que para quem está na oposição".

"Porém, a liderança de Dilma não é invencível", considera a revista. "Se Serra impedir-lhe uma vitória no primeiro turno, pode ter alguma chance no segundo turno. E no Brasil há sempre a possibilidade de um escândalo ou gafe."

Por outro lado, diz a "Economist", Dilma ainda pode ganhar votos entre os 8% de eleitores que dizem optar pelo candidato de Lula, mas não a conhecem pelo nome.

Além disso, a candidata petista terá mais tempo do que Serra de campanha eleitoral gratuita no rádio e na TV, que começa na próxima terça-feira, dia 17.

"A vantagem pode acabar sendo decisiva", analisa o artigo.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.