''É violência moral'', diz Pietá

Uma operação absolutamente arbitrária e desnecessária do Ministério Público Federal. Assim reagiu o ex-prefeito de Guarulhos Elói Pietá (PT) ao saber das buscas feitas na prefeitura por causa do Complexo Baquirivu. "Todos os documentos solicitados foram enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). Não deixamos de dar as informações. Minha indignação com esse procurador é pelo seu desprezo pela moral alheia. É uma violência moral." Pietá disse que sua gestão (2001-2008) renegociou o contrato da obra, diminuindo o valor, além de ampliar o tamanho do complexo. "Deixamos de pagar R$ 20 milhões à OAS porque discordamos das medições da empreiteira." Segundo ele, foram gastos R$ 83 milhões.As obras começaram em 1999, na gestão de Jovino Cândido (PV) na prefeitura. "Só dei prosseguimento à obra que foi contratado pelo professor Néfi Tales (morto em 2003, Tales teve o mandato de prefeito cassado em 1998). Esse é um problema da gestão posterior (Pietá)", disse. Jovino foi candidato pelo PV a prefeito em 2008, mas perdeu a eleição para Sebastião Almeida (PT). A Prefeitura de Guarulhos informou que a gestão Pietá recebeu a obra começada e uma dívida de R$ 29 milhões deixada por Jovino. A obra só teria sido retomada após parecer do TCU sobre sua legalidade. O advogado Roberto Telhada, que defende a OAS, não foi localizado.

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