NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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'É um período de novos formatos na publicidade'

Sérgio Sá Leitão foi escalado por Doria para buscar no mercado um novo presidente para a TV Cultura

Entrevista com

Sérgio Sá Leitão, secretário estadual de Cultura

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2019 | 05h00

O secretário estadual de Cultura, Sérgio Sá Leitão, ex-ministro da Cultura do governo Michel Temer, foi escalado pelo governador João Doria para articular as mudanças na TV Cultura e buscar no mercado um novo presidente para a emissora.

Doria prepara um “choque de gestão” na empresa com o objetivo de torná-la lucrativa e menos dependente de recursos públicos.

Existe uma reclamação interna de que o departamento comercial da TV vive de apoios institucionais. Como mudar isso?

Um dos nossos eixos é a questão da sustentabilidade: aumentar o volume de recursos para investir na programação. E uma das maneiras é ter mais abertura para diversos formatos de publicidade, naturalmente respeitando todas as exigências legais da TV aberta. Todas as empresas, anunciantes e agências buscam novos formatos de comunicação para reforçar o alcance de suas marcas. É um período de inovação e experimentação para a publicidade. É importante que as marcas e as agências vejam a TV Cultura como um território onde elas possam experimentar novas formas de comunicação.

O governo Doria enfatiza a ideia de privatização e concessão. Isso chegará à TV?

O que estamos pensando é uma maneira de tornar a TV Cultura mais enxuta, reduzir gastos de custeio e aporte de recursos do governo. Agora, isso vai ser feito junto desse processo de reinvenção da TV. Será compensado com recursos de outras fontes. Vamos aumentar a receita com publicidade, patrocínios e licenciamentos de conteúdo. Vamos usar o patrimônio imobiliário que a Fundação Padre Anchieta tem.

Ou seja: em vez de vendê-la, dar um choque de gestão?

Um choque de gestão e ter um horizonte de que a TV se torne progressivamente independente em relação ao Estado.

E mais popular?

São dois aspectos complementares: prestígio e audiência. A ideia é ter um conjunto de canais que sejam mais relevantes, com mais audiência e prestígio.

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