‘É um patrimônio normal’, diz ex-prefeito de Jandira

Paulo Bururu (PT) nega ter recebido propina de empresas de alimentação e diz que bens estão de acordo com salários recebidos

Fausto Macedo e Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2011 | 23h00

O ex-prefeito Paulo Bururu (PT), hoje empresário na área de locação de máquinas de terraplanagem, nega ligações com a "máfia da merenda". Ele afirma que jamais recebeu propina. "Vão ter que provar isso", desafia. Sobre seu patrimônio, que a promotoria sustenta ter sido constituído com dinheiro da corrupção, ele retruca. "Não são imóveis de grande valor, é patrimônio normal de quem foi vereador por oito anos, prefeito por mais oito e trabalhador com carteira assinada por 20 anos. Minha vida é um livro aberto."

 

A ação do Ministério Público relata: "Bururu, a quem cabia exercer honestamente o mandato de prefeito, permitiu que o cartel da merenda agisse por longos oito anos em Jandira. Enriqueceu ilicitamente, adquirindo durante e após o seu mandato bens valiosos, inclusive uma casa de alto padrão em condomínio fechado. Aplicou o dinheiro público em seu próprio benefício".

 

Bururu é acusado de embolsar 10% por mês do que era pago pela prefeitura à máfia da merenda. "Estão atirando para tudo quanto é lado", ele protesta.

 

A assessoria jurídica da empresa Geraldo J. Coan é taxativa. "Nega veementemente toda a acusação de ilicitude e entende injusta qualquer indisponibilidade de bens tendo em vista que não houve oportunidade de defesa".

 

A Verdurama argumenta que "mantém relações comerciais com inúmeras empresas do ramo de alimentação, mas não tem sobre elas qualquer forma de ingerência, muito menos qualquer outra empresa tem atos de ingerência sobre a Verdurama".

 

A SP e Eloizo Durães não retornaram contatos. A Nutriplus informou que nunca prestou serviços em Jandira e não foi notificada sobre a decisão judicial. O Estado não localizou responsáveis pela Ceazza e Convida.

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