André Dusek/Estadão
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'É um erro votarmos essa minirreforma eleitoral', diz líder do PT na Câmara

Para José Guimarães (CE), petistas devem continuar insistindo na convocação de plebiscito para a Reforma Política via decreto legislativo

Daiene Cardoso, Agência Estado

26 de setembro de 2013 | 14h26

O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), voltou a dizer nesta quinta-feira, 26, que o partido vai trabalhar para que a minirreforma eleitoral não seja votada na Casa. "É um erro votarmos essa minirreforma que foi aprovada no Senado. É uma reforma tão pequena, que não incide em absolutamente nada no sistema eleitoral brasileiro", justificou o deputado, que chamou a proposta de "remendo".

Criada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) em agosto deste ano, a proposta de minirreforma surgiu após a presidente Dilma Rousseff anunciar um plebiscito para a Reforma Política em resposta às manifestações que mobilizaram milhares de pessoas em junho. Como a proposta de plebiscito foi criticada por parlamentares, o projeto de minirreforma criado por Jucá acabou passando no Senado e segue em tramitação na Câmara.

Dentre as mudanças sugeridas na proposta de Jucá estão a livre manifestação de candidatos nas redes sociais e a autorização para empresas privadas que integrem consórcios de empresas detentoras de concessão ou permissão pública doarem recursos para candidatos. Além disso, fica proibido o uso de faixas, placas e pintura de muros e também que candidatos ficha suja indiquem um substituto em cima da hora. A troca teria que ser feita até 20 dias antes da disputa.

Segundo Guimarães, os petistas vão continuar insistindo no decreto legislativo para convocação de um plebiscito para a Reforma Política. O líder pediu que a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara não "protele" a análise do mérito do projeto. "Se formos discutir a reforma e não tocarmos nas questões centrais, é melhor não fazer", defendeu.

Na quarta-feira, o PT liderou uma obstrução que impediu a apreciação da matéria pelo plenário. Para o líder, a estratégia adotada ao lado do PDT e do PSB foi "vitoriosa". "Para não abrir a porteira para a minirreforma, preferimos o trancamento (da pauta)", resumiu.Para valer nas próximas eleições, a minirreforma precisa ser aprovada na Câmara e depois ser sancionada pela presidente até o dia 5 de outubro.

Novos partidos. Guimarães disse ainda que o PT acolherá "respeitosamente" o partido Solidariedade e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), siglas criadas nesta semana. Segundo ele, mesmo com a mudança para os novos partidos, alguns deputados devem permanecer na base aliada. "A maioria dos parlamentares com quem nós conversamos diz que, independente do partido, estará na base do governo", relatou. Ele afirmou que haverá um trabalho para convencer os demais a compor a base aliada.

Apesar de contar com o apoio dos deputados que migrarão para as novas legendas, o petista criticou o surgimento dos novos partidos e lembrou que o PT "lutou muito" para aprovar o projeto que impede a "porteira aberta para formar partidos". "Olhem o resultado agora. Se nós tivéssemos aprovado aquela lei, não teria se formado, de uma hora para outra, esses partidos", disse.

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