JF DIORIO /ESTADÃO
JF DIORIO /ESTADÃO

É preciso ter cuidado para não ter estímulo ao ódio, diz dirigente petista

Vereador Paulo Fiorilo, presidente do diretório paulistano da sigla, lembrou de atentado a diretório zonal da legenda na capital em evento do partido com movimentos sociais

Pedro Venceslau e Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 21h26

São Paulo - O presidente do diretório paulistano do PT, vereador Paulo Fiorilo, defendeu que é necessário ter cuidado neste momento, no País, para não haver um discurso de estímulo ao ódio. Fiorilo coordena um ato do PT municipal, com participação do PC do B, PDT e movimentos sociais, "em defesa da democracia", além do presidente nacional da sigla, Rui Falcão, e secretários da gestão Haddad, como Eduardo Suplicy e Alexandre Padilha.

"Precisamos tomar muito cuidado, não podemos fazer com que as pessoas tenham sentimento de ódio", disse ao lembrar um atentado a um diretório zonal do PT na região central da capital paulista.

"As declarações do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foram importantes nesse sentido, ele foi mais ponderado. Não ajuda a democracia, não ajuda a consolidar as instituições o fomento ao ódio, à intolerância", disse em referência à fala do senador tucano à Folha de S. Paulo em que defendeu que haja "cautela" na discussão em torno de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O ato coordenado pelo PT municipal nesta noite reúne mais de 700 pessoas e, segundo Fiorilo, a ideia é que o evento se replique em outros auditórios. O PT pode apoiar, por exemplo, manifestação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), ao lado da Intersindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outros movimentos no dia 20 de agosto, em resposta ao ato marcado para o dia 16 de agosto, quando irão para as ruas os movimentos pró-impeachment.

No ato desta terça na capital paulista, além de Fiorillo, está o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente estadual, Emídio de Souza, o presidente da Câmara de Vereadores, Antônio Donato. A vice-prefeita, Nádia Campeão (PC do B) também está no palco e o prefeito petista Fernando Haddad é esperado.

Eleição municipal. Fiorilo desconversou sobre o pleito do ano que vem, dizendo que não é o centro das preocupações do diretório municipal neste momento. Sobre as conversas de Marta Suplicy com o PMDB disse que também não preocupa o partido. 

"Não estamos preocupados com o assédio da Marta (ao PMDB), precisamos ter uma pauta nossa que contribua com debate na cidade", afirmou. Nos bastidores, o PMDB tem conversado, além de Marta, com Celso Russomanno (PRB) e avalia se manterá a parceria pela chapa de Haddad com Gabriel Chalita na vice em 2016.

O dirigente municipal admitiu que as eleições do ano que vem serão difíceis, mas afirmou que o PT já enfrentou pleitos com grandes dificuldades como a campanha de Lula em 1989.

Fiorilo afirmou que o PT fará um bom pleito municipal com chances reais de reeleger Haddad.

Tudo o que sabemos sobre:
PTDilma Rousseffprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.