É preciso prestar contas ao eleitor, argumentam

Prestação de contas à população, sem interesse eleitoral. Assim os deputados estaduais de São Paulo cotados para disputar cargo de prefeito justificaram seus gastos de gabinete acima da média. Dos 28 prefeituráveis, 18 superaram a média geral de R$ 25.231,74. "Não vou negar que gasto bastante em material gráfico", disse Orlando Morando (PSDB). "Como eu me comunico, se não tem nenhuma transmissora local de sinal aberto nem de rádio na cidade?", justificou ele, que divide o título de campeão de gastos em janeiro e fevereiro com Edson Ferrarini (PTB), que não comentou o caso. Mesmo argumento foi usado por Alex Manente (PPS), que deve concorrer em São Bernardo. "Um dos meus compromissos é pautar o mandato pela informação e proximidade com o eleitor."Aloísio Vieira (PSDB), de Lorena, disse que sua saída da Casa, em março, foi a responsável pelo gasto de R$ 18 mil com correspondências. Para Antônio Mentor (PT), de Americana, "a proximidade da eleição não alterou rotina"."A média deste ano é a mesma de 2006 e 2007", pregou também Carlinhos de Almeida (PT), de São José dos Campos. A assessoria de Uebe Rezeck (PMDB) disse que seu gasto se deve à contratação de consultoria e está no limite.

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