FABIO MOTTA/ESTADAO
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'É preciso fazer uma reforma no sistema penal', diz Jungmann na despedida do governo

Com a terceira maior população carcerária no mundo, o sistema penitenciário Nacional precisa de uma ampla reforma, segundo o ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, 'sem retirar direitos'.

Mariana Haubert, Breno Pires e Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2019 | 11h08

BRASÍLIA - Em seu último discurso como ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann defendeu a necessidade de se realizar uma reforma do sistema penitenciário no País. O ex-ministro passou o cargo na manhã desta quarta-feira, 2, ao ex-juiz Sérgio Moro que assumiu o Ministério de Justiça e Segurança Pública. Com a terceira maior população carcerária no mundo, o sistema penitenciário Nacional precisa de uma ampla reforma, segundo Jungmann, sem retirar direitos.

"Hoje o sistema penal se encontra sob o domínio de 70 facções criminosas. O que acontece nas ruas tem sua dinâmica definida dentro do sistema prisional. Jovens apenados não têm ressocialização porque não têm trabalho e educação. Dizer isso não é passar mão na cabeça de bandido e não que não se deva apoiar as propostas do ministro Moro, elas vão nesse sentido", disse Jungmann, na cerimônia de transferência de cargo ao ministro Sérgio Moro, novo ministro da Justiça e Segurança Pública.

Jungmann destacou ações que a pasta conduziu e citou a aprovação no Congresso do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a entrada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento da segurança.

"Somos recordistas mundiais de homicídios e, apesar disso, nenhum Constituição atribuiu ao poder central a competência para lidar com segurança pública, disse.

O sistema único de segurança pública (Susp), segundo Jungmann, permitirá ao País "superar essa situação". "Isso será um legado para o senhor, Moro", disse.

"Houve uma queda de 12,4% nos homicídios nos últimos nove meses", frisou. 

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