É preciso estudar papéis dos entes federados, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff defendeu há pouco, na convenção do PT, que a confirmou como candidata do partido à reeleição, que é preciso um novo pacto federativo que envolva todos os entes federados e que isso faça parte das discussões sobre reforma política. Segundo ela, é preciso estudar os papéis do governo federal, Estados e municípios porque a complexidade do tema exige tal mudança.

RICARDO BRITO E RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

21 Junho 2014 | 14h40

Mais uma vez, Dilma cobrou a realização de um plebiscito para se fazer a reforma política, proposta que foi rechaçada em meados do ano passado pelo Congresso Nacional após os protestos que tomaram conta do país. "Não vejo caminho que viabilize a reforma política que não passe pela reforma política", disse.

No discurso, a presidente disse que os governos dela e do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, podem ser definidos como aqueles que construíramos "caminhos de oportunidades" para os brasileiros. Ela ressaltou que essas oportunidades ocorreram especialmente para pessoas marginalizadas, como mulheres e negros.

Dilma disse contar com o "apoio insuperável" da militância combativa do PT e dos partidos aliados para fazer as transformações em um eventual próximo mandato. Ela fez um aceno ao seu companheiro de chapa, o atual vice-presidente Michel Temer (PMDB), a quem diz ter "muito" a dever na tentativa de chegar a um consenso político nos quatro anos de mandato. Chamou-o de estadista.

A presidente disse que hoje em dia é uma governante mais "madura". "Eles que não se enganem, há um governante capaz de enfrentar desafios e dificuldades", afirmou. Ela ressaltou que precisa de mais quatro anos para completar a obra à altura dos sonhos e desafios do Brasil.

No pronunciamento, Dilma também fez vários afagos a Lula. "Tive um desafio de suceder uma lenda viva, que fez mais em 8 anos do que outros em 80 anos", destacou. Ela disse que precisa do apoio dos brasileiros e da militância. "Precisamos ir às ruas contar o que fizemos e o que vamos fazer", afirmou ela, ao avaliar que precisamos ter uma "conversa especial com os jovens".

Adotando a tática do Dilminha Paz e Amor, mas sem baixar a guarda, a presidente disse nunca ter feito campanha com ódio, mesmo quando tentaram destruí-la física e psicologicamente. Mas fez questão de dizer que embora não guarde rancor de ninguém, não vai baixar a cabeça. "Não insulto, mas também não me dobro", disse. "Não agrido, mas também não fico de joelhos para ninguém", completou.

"Nossa campanha precisa ser uma festa do alto astral. Abaixo a mediocridade, o pessimismo e o baixo astral", afirmou.

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