'É preciso esforço para votar Orçamento', diz Bernardo

Ministro diz à Rádio Eldorado que processo está bem encaminhado, mas que esforço político é necessário

AE

26 de fevereiro de 2008 | 17h09

Depois de sucessivos adiamentos, o Congresso tenta fazer um mutirão para votar o Orçamento de 2008 ainda no mês de fevereiro. Em entrevista nesta terça-feira, 26, ao Programa Agência Estado no Ar, transmitido pela Rede Eldorado, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que o processo está bem encaminhado, mas que é preciso fazer um esforço político para votar.   Segundo ele, o relator da proposta orçamentária, deputado José Pimentel(PT-CE) informou que o relatório está fechado. "Em todas as conversas temos ponderado a importância de votar", informou. "Nos próximos dias nós vamos começar a ter problemas de obras que estão em pleno andamento e não vão ter como continuar se não tiver mais Orçamento", alertou.   De acordo com Bernardo, caso haja alguma dificuldade, o governo já definiu, embora não tenha concluído, o decreto de programação financeira, ou seja, os parâmetros que serão utilizados para fazer a adaptação dos gastos à disponibilidade de receita. "Estamos acompanhando a cada dia o trabalho do Congresso, nós sabemos o que eles estão fazendo em termos de avaliação de receita, temos então uma boa posição para fazer esse decreto de programação financeira".   Ele acredita que após verificar se houve algum erro e sancionar o projeto, o decreto ficará pronto no prazo entre dez e doze dias. "Nós vamos evidentemente antes de fazer o nosso decreto, reavaliar todas as nossas projeções de receita e aí vamos tomar providência em função disso, pode ser tenha alguma divergência e que seja necessário fazer algum contingenciamento, mas tudo indica que nós vamos ter um bom ano em termos de receita", avaliou.   O ministro do Planejamento ressaltou que a economia brasileira tem apresentado bons resultados no comércio, produção de automóveis e agronegócio, com expectativa de crescimento de 5% no ano. Apesar das boas estimativas para as receitas, ressaltou a necessidade de haver uma "margem de prudência". "Durante o ano pode ter uma mudança no quadro econômico, alguma dificuldade, precisamos estar preparados para isso também", ponderou Bernardo.

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