É muito difícil fugir da polarização PSDB-PT em SP, diz Aécio

Segundo ele, não é positiva a divisão do PSDB em SP em torno de Alckmin e Kassab

Célia Froufe, da Agência Estado,

08 de agosto de 2008 | 12h25

Não é positiva a divisão do PSDB em São Paulo em torno dos candidatos à prefeitura Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). A avaliação foi feita na noite de quinta-feira, 7, pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em São Paulo. Ele esteve no comitê de Alckmin, a quem levou seu apoio. "O racha do PSDB em São Paulo não é bom, mas acho que o PSDB se encontrará. O partido encontrará sua unidade, nem que isso ocorra no segundo turno. A partir do resultado dessas eleições, temos de ter muita responsabilidade com 2010", afirmou. Ele acredita que, em São Paulo, o partido tenderá a se unir em torno de Alckmin. "O Kassab tem muitos méritos; a (candidata do PT à prefeitura) Marta (Suplicy) tem muitos méritos, mas é muito difícil você fugir, em São Paulo, dessa polarização PSDB-PT. Ela é histórica, existe desde que o nosso partido existe. O meu sentimento é o de que o Geraldo será o melhor herdeiro dos votos daqueles que não vão para o segundo turno, em especial do Kassab." Para Aécio, a situação do governador José Serra (PSDB) não é confortável nessa disputa à prefeitura, ainda que haja um candidato do seu partido no páreo. "Aqui em São Paulo há um problema específico: o José Serra foi prefeito, o vice dele o sucedeu, manteve o governo. É óbvio que ele teria alguns constrangimentos, que está buscando superar e saberá superá-los", afirmou. Ele garantiu que não há possibilidade de essa divisão continuar até a eleição presidencial. "Para 2010, ninguém aposta em uma divisão do PSDB. Essa é a aposta mais equivocada que se possa ter", afirmou. Belo Horizonte Aécio atribuiu o terceiro lugar nas pesquisas do candidato a prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), que tem o apoio do PSDB, à falta de informação - tanto o governador quanto o atual prefeito, Fernando Pimentel (PT), apóiam Lacerda. De acordo com o Aécio, a última pesquisa mostrou que 82% do eleitorado de Belo Horizonte não sabem desse apoio. "Esse apoio está nos jornais, mas infelizmente, no Brasil, não são todos que lêem. Quando começar a propaganda eleitoral, a tendência dele é crescer", previu. Ele citou a frase do escritor mineiro Fernando Sabino: "Ao final, tudo dá certo, se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final". O governador se disse confiante no crescimento de Lacerda e citou uma pesquisa que teria mostrado um salto do candidato de 9% para 40% das intenções de voto quando ao lado do nome de Lacerda estão escritos os nomes de quem o apóia. "Tenho muita confiança de que no momento que iniciar o processo televisivo e no rádio e as pessoas identificarem Márcio Lacerda como continuador do processo de Pimentel e da aliança conosco, ele crescerá muito.", afirmou. "Isso vai acontecer. Vamos aguardar."

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