´É mais uma medida para prejudicar o PT´, diz Berzoini

Ao saber que o Ministério Público pediu o bloqueio de bens do PT e do chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, o deputado Ricardo Berzoini, presidente do partido, afirmou que a ação seria apenas mais uma medida para prejudicar o PT, conhecendo a maneira como alguns setores do MP agiram no caso de Santo André. Na última sexta-feira, 2, o MP pediu judicialmente bloqueio de bens no montante de R$ 5,3 milhões do PT e de Carvalho por suposto envolvimento em esquema de propinas que teria operado na área de transporte coletivo durante a administração Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em janeiro de 2002.Gilberto Carvalho, secretário do presidente Lula, também informou, por meio de sua assessoria, que "não tem conhecimento da ação", mas que deverá se manifestar sobre o caso quando for notificado oficialmente. Ele afirmou que não tem qualquer envolvimento em atos irregulares em Santo André ou na arrecadação de propinas para campanhas do PT. "Tenho a consciência tranqüila."O criminalista Roberto Podval, advogado de Sérgio Gomes da Silva, ex-segurança de Celso Daniel e também acusado, disse que "não conhece o teor das acusações" e que está mais preocupado com a saúde de seu cliente. "Sérgio foi internado novamente na UTI com graves problemas no coração, essa é a nossa preocupação no momento?, disse Podval."Não tomamos conhecimento do processo", disse o jornalista Carlos Brickman, assessor do empresário Ronan Maria Pinto, que também consta do pedido do MP. "Como de hábito, o Ministério Público está divulgando primeiro na imprensa para depois disponibilizar aos envolvidos.? O ex-vereador Klinger Oliveira Souza não retornou a ligação. Os outros acusados não foram localizados. São eles: Irineu Nicolino Martin Bianco, Humberto Tarcísio de Castro, Luiz Marcondes de Freitas Júnior e a empreiteira Projeção Engenharia Paulista de Obras.Ação do MPNa ação civil pública, distribuída para a 7.ª Vara Cível do Fórum de Santo André, os promotores Roberto Wider Filho, Adriana Ribeiro Soares de Morais e Amaro José Thomé Filho sustentam que um grupo de empresários e agentes políticos municipais violou a Lei de Improbidade Administrativa, que prevê punição para crimes de corrupção, enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro público.Eles pedem, além do bloqueio de bens, a condenação de Carvalho e aos demais acusados a suspensão dos direitos políticos, perda da função pública e o ressarcimento do Tesouro. Segundo os promotores, parte do dinheiro que teria sido arrecadado ilicitamente abasteceu campanhas eleitorais do PT. "O Partido dos Trabalhadores recebeu parcela daqueles recursos (R$ 5,3 milhões), por isso não é justo que fique fora da ação?, anotou Wider.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.