É legítimo Marta querer disputar prefeitura de São Paulo, diz Suplicy

Senador comentou sobre estratégias de correligionária após deixar o Ministério da Cultura e afirmou que ela está 'muito bem'

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2014 | 20h41

São Paulo - Horas depois da divulgação da polêmica carta de demissão da senadora Marta Suplicy, que deixou o Ministério da Cultura e antecipou a reforma ministerial do governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que é legítimo o seu desejo de disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2016, comandada pelo correligionário petista Fernando Haddad. "É legítimo Marta querer disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016", disse Suplicy, em entrevista ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado.

Segundo informações de bastidor, a saída de Marta do ministério e seu retorno às atividades no Senado Federal têm o intuito de preparar o caminho para a disputa municipal nas próximas eleições. Indagado se a intenção de Marta não poderia causar um mal-estar no partido, pois o titular do executivo municipal é um petista, Suplicy disse que este é um caminho natural e que as prévias são legítimas. Ele lembrou que no pleito passado, cinco postulantes pleitearam a cabeça de chapa do partido. No final, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo pelo nome de Haddad, que venceu as eleições em segundo turno, contra o tucano José Serra.

Na avaliação de Suplicy, "a ocorrência de uma eventual prévia em 2016 poderá fortalecer o nome do atual prefeito". O senador petista, que foi derrotado nessas eleições por José Serra, disse que Haddad deverá terminar seu mandato bem avaliado. "A gestão dele está tendo gradualmente uma apreciação positiva e ele deverá terminar o mandato bem avaliado e pronto para disputar a reeleição", disse, destacando que, por essa razão, não há porque evitar uma eventual prévia com Marta e com quem mais pleitear o cargo, como ocorreu em 2012.

Carta. O senador disse que conversou com Marta nesta tarde e ela "está muito bem". Indagado se a carta de demissão que ela redigiu significava um rompimento com o governo, ele disse que não. "Não senti que houve um rompimento, a carta de Marta foi muito elogiosa, ela agradeceu a honra de ser ministra e fez uma sugestão construtiva sobre o novo ministro da Fazenda que será escolhido por Dilma. Mas a missão chegou ao fim e ela já estava querendo voltar ao Senado há algum tempo", afirmou.

Eduardo Suplicy disse também que, no encontro que os senadores tiveram na semana passada com o ex-presidente Lula, em São Paulo, o nome de Marta foi citado como o de alguém que terá um papel importante no Senado para o PT. Segundo Suplicy, o próprio Lula lembrou que Marta será uma colaboradora do governo Dilma no parlamento.

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