'É impossível organizar democracia com tantas siglas', diz presidente da Câmara

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) criticou a criação de dois novos partidos e defendeu proposta para 'reorganizar' questão partidária; Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reclamou da 'farra partidária'

Daiene Cardoso, Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 15h04

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), criticou nesta quarta-feira, 25, a criação de novos partidos pela Justiça Eleitoral. Na terça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Partido da Solidariedade.

"Isso um dia tem que parar, vamos para o 32º partido. É impossível organizar uma democracia forte, com partidos programáticos, com esse número (de siglas)", afirmou. A Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, ainda aguarda julgamento

Passada a "temporada" de criação de legendas, que termina no dia 5 de outubro, Alves acredita que o Senado deveria colocar em votação o projeto que inibe a criação de novas siglas. "A partir daí é reorganizar essa questão partidária", defendeu.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), também pregou o fim da "farra partidária". "Está valendo segundos de televisão, parcela do fundo partidário, isso é um absurdo. Tem que acabar com essa festa", disse.

Cunha ressaltou que cabe ao Senado retomar a discussão da matéria, que já foi alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista lembrou que só nesta legislatura foram criados três partidos, sendo o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab o primeiro da série. "São três exemplos que mudam o resultado das urnas com uma criação cartorial", condenou.

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