Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'É humanamente impossível a Lava Jato estancar a corrupção', diz delegado

Segundo Igor Romário de Paula, 18ª fase da ação identificou movimentações de valores até o mês passado, o que ele classificou como 'audácia' dos envolvidos e 'um desafio às instituições do País'

ANA FERNANDES E JOSÉ ROBERTO CASTRO, Estadão Conteúdo

13 de agosto de 2015 | 11h41

SÃO PAULO - O delegado Igor Romário de Paula afirmou nesta quinta-feira, 13, que é impossível a Operação Lava Jato conter a corrupção no País. "É humanamente impossível a operação estancar a corrupção. Estamos falando de um esquema que pagou até o mês passado. Isso é quase um desafio às instituições do País", disse o integrante da força-tarefa da operação.

Igor Romário participou da entrevista coletiva da 18ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 13, e batizada de Pixuleco 2 já que foi um desdobramento da 17ª fase. As investigações chegaram a um ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, já falecido, mostrando que houve corrupção na pasta em contratos de crédito consignado.

A força-tarefa da Lava Jato disse ter identificado dois repasses desse núcleo do esquema em julho, sendo um deles de R$ 300 mil. Segundo os investigadores, isso demonstra a "audácia" dos envolvidos em seguir com os atos ilícitos mesmo com o decorrer da Lava Jato.

A nova fase traz mais evidências de que a corrupção não atingiu apenas a Petrobras, mas chegou a outras áreas. Igor Romário explicou que os investigadores não fazem pente fino sobre ministérios ou sobre outras estatais, mas que as investigações vão levando a outros setores do governo. "O direcionamento (das investigações) se dá a partir dos fatos que vão se apresentando. Não é critério nosso ver se tem corrupção no Ministério do Planejamento, os fatos é que estão nos levando lá", explicou o delegado. Os escritórios-alvo de busca e apreensão na 18ª fase em Curitiba, segundo integrantes da força-tarefa, costumavam prestar serviços ao PT.

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