É grave estado de saúde do arcebispo de Porto Velho

Um avião equipado com uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI no ar - foi deslocado hoje à tarde de Brasília para transportar o arcebispo de Porto Velho, Dom Moacir Grechi, 65 anos, internado no Hospital São Lucas de Ouro Preto do Oeste (390 km ao sul da capital de Rondônia) desde as 13 horas de ontem, vítima de acidente automobilístico na BR-364, nas imediações daquela localidade. O arcebispo foi levado ao Hospital de Base de Porto Velho onde foi submetido a um exame de ressonância magnética a pedido do chefe da equipe médica, José Maurício, segundo informações transmitidas ao bispo de Ji-Paraná, Dom Antonio Possamai. Dom Moacir Grechi teve oito costelas quebradas, perfuração no pulmão, tórax, parte frontal da cabeça, após uma colisão entre o veículo Gol, placa NBI-1524, em que viajava na BR-364, com uma camionete Toyota, placa NBE-3704.Ele estava acompanhado de Dom Geraldo Verdier, bispo de Guajará-Mirim (RO), o frei Osmar Otávio Júnior, o motorista Carlos Alberto Macedo e o técnico de som da Rádio Caiari, da Igreja Católica, Edson Falcão, que se deslocavam para participar da 6ª Romaria da Terra, em Ji-Paraná. Os demais passageiros sofreram escoreações leves, foram medicados e passam bem. Dom Moacir foi arcebispo de Rio Branco (AC) e responsável pelas denúncias de crime organizado que culminou com a cassação do mandato do deputado federal Hildebrando Paschoal e durante 10 anos foi o coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra.Segundo Dom Antonio Possamai, o quadro clínico de Dom Moacir, passado pelos médicos, é grave e ele corre risco de vida. Dom Moacir teria tido uma parada cardíaca e os rins paralisados na manhã de hoje. "Reagiu a partir das 7 horas da manhã, mas os médicos avaliam que não pode ser transportado para tratamento em outro Estado", disse Possamai. Uma ambulância foi equipada por pára-médicos para fazer a remoção do arcebispo nos 40 quilômetros entre Ouro Preto e Ji-Paraná. Cerca de 12 mil pessoas participaram da Romaria da Terra, em Ji-Paraná, e fizeram vigílias com orações durante os protestos por mais recursos para agricultura familiar no Estado, segundo o agente da CPT, Jair Melchior Bruxel.

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