É difícil descobrir quem grampeou o STF, diz procurador-geral

Antônio Fernando diz que, até agora, não há indícios de participação de autoridades ou funcionários públicos

Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo,

01 de setembro de 2008 | 13h03

O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, admitiu nesta segunda-feira, 1º, que vai ser muito difícil descobrir quem grampeou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. "Toda investigação de quebra de sigilo provoca uma grande dificuldade em identificar a origem", afirmou. Veja também:Felix nega que direção da Abin tenha ordenado grampoApós grampo no STF, Lula manda demitir e enquadra a Abin Supremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz MendesAbin diz que abrirá sindicância para apurar grampos 'Lula terá que tomar providências', diz Garibaldi Grampeado, Demóstenes exige medidas de LulaSouza disse que, por enquanto, não há indícios de participação de autoridades ou funcionários públicos no grampo. "Não tenho certeza da participação de servidor público e não há nenhuma informação de que tenha havido uma ação de autoridade submetida ao Supremo Tribunal Federal", disse o procurador-geral. Provavelmente, se isso se confirmar, a investigação será feita por procuradores da República que atuam no Distrito Federal e não pelo procurador-geral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda com os ministros do STF Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso para comunicar as providências que estão sendo tomadas para investigar a autoria das escutas telefônicas contra o presidente do STF. Uma das escutas foi divulgada pela revista Veja, neste final de semana. Foi uma conversa entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ocorrida em julho. O mesmo tema será discutido em seguida, em despacho com o ministro da Justiça, Tarso Genro. O ministro colocou a Polícia Federal à disposição para apuração dos fatos. O ministro Jorge Armando Felix, do Gabinete de Segurança Institucional, explicou no encontro que os grampos telefônicos não foram feitos por ordem da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

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