É difícil acreditar na fala de Barusco, afirma Graça Foster na CPI

Ex-presidente da Petrobrás questionou informações dadas pelo ex-gerente da estatal em delação premiada à Polícia Federal

Bernardo Caram, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2015 | 12h47

BRASÍLIA - A ex-presidente da Petrobrás Graça Foster afirmou nesta quinta-feira, 26, na CPI da Petrobrás, que não acredita na fala do ex-gerente de serviços da estatal Pedro Barusco, que afirmou ter recebido propina sozinho. "Não consigo imaginar como pode ser verdadeira a fala do Barusco."


Em delação premiada à Polícia Federal, Barusco disse que começou a receber propina de forma individual em 1997, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo o ex-gerente, porém, os pagamentos de forma organizada e envolvendo diretores da estatal e o tesoureiro do PT tiveram início em 2004, no mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Graça responde ao bloco de perguntas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Segundo ela, a Petrobrás fez investigações nos contratos e entrou em contato com a SBM Offshore, que afirmou ter pagado propinas, mas não disse quanto nem para quem. "É um processo em curso", disse.


"Tão logo soubemos da propina, cancelamos qualquer relação comercial com a SBM", afirmou, tratando como positivo um acordo de leniência com a empresa. "Fica mais competitivo", afirmou. 

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