'É corriqueiro', disse Jarbas sobre ministro do TCU

'Estado' revelou neste domingo que o ministro Raimundo Carreiro 'rejuvenesceu' dois anos a fim de adiar sua aposentadoria do tribunal e ter condições de concorrer à presidência da Corte

Ricardo Brito , Agência Estado

22 de julho de 2013 | 18h18

Brasília - O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou nesta segunda-feira não acreditar que o Senado vai analisar a situação do ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU). O Estado revelou neste domingo que Carreiro "rejuvenesceu" dois anos a fim de adiar sua aposentadoria do tribunal e poder ter condições de concorrer à presidência da Corte.

Apadrinhado do ex-presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP), Carreiro deixou a Secretaria-Geral do Senado para assumir o cargo de ministro. Depois da posse, ele conseguiu na Justiça mudar sua data de nascimento de setembro de 1946 para setembro de 1948 e, assim, esticar em dois anos a permanência no TCU.

"Não vejo o Senado fazendo algo porque é corriqueiro se fazer essas coisas erradas", afirmou Jarbas, para quem a mudança é da "cultura inata" do Parlamento. "O que choca mais é que é o principal órgão de controle de Contas do país e fica ruim para todos nós, não só para a classe política como para a administração pública geral", completou.

Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), "corriqueiro que eu saiba não é, mas é estranho que isso aconteça". "De certa forma, a pessoa está querendo trabalhar", ironizou. Simon lembrou que é autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva de 70 anos para 75 anos a idade máxima para a aposentadoria compulsória de ministros do TCU e dos demais tribunais superiores.

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