José Cruz/ABr
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É cedo para torcer por processo de retirada da presidente, diz deputado tucano

Duarte Nogueira afirma que afastamento só pode ser cogitado após investigações 'com ampla defesa'; ele ratifica a posição do vice-presidente nacional do PSDB, que ontem desautorizou radicalização da bancada no Congresso

GUSTAVO PORTO, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 12h02

O secretário de Logística e Transporte do Estado de São Paulo, deputado federal licenciado Duarte Nogueira (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 7, ao Broadcast, considerar cedo para torcer por qualquer processo de saída da presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo, com a convocação de novas eleições. "Faço parte da ala do PSDB que defende apurações e investigações, mas ainda acho cedo para torcer por qualquer processo de retirada da presidente. É preciso haver o (possível) processo (de impeachment) e estender o direito de amplo contraditório para que ela possa se defender", disse.

Nogueira ratificou a posição do ex-governador de São Paulo e vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, que na quinta-feira, 6, desautorizou a posição de lideranças tucanas no Congresso Nacional em defesa da saída de Dilma e pela convocação de novas eleições. "Novas eleições só podem ser cogitadas depois de um processo que anteceda essa investigação com a ampla defesa", completou Nogueira, ex-presidente do PSDB no Estado de São Paulo.

Para o secretário, apesar de ser cedo para a saída de Dilma o País vive "uma crise grave e a presidente da República cada dia perde sua autoridade, sua credibilidade, e não reencontra uma agenda para sair dessa situação". Como oposição, o PSDB, na avaliação de Nogueira, cobra a apuração do envolvimento do governo federal nas investigações na Operação Lava Jato e ainda da possível culpa de Dilma nas pedaladas fiscais no primeiro governo da presidente, analisadas no Tribunal de Contas da União (TCU).

"Temos de aguardar o desdobramento das investigações, a apuração que envolve o crime de responsabilidade da presidente nas pedaladas fiscais e na apuração do uso de dinheiro ilícito, de corrupção, na campanha eleitoral que se discute no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", concluiu.

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