'É bom que CSS volte ao Senado para derrubá-la logo', diz Skaf

Presidente da Fiesp diz ter confiança que Casa irá 'enterrar' a CSS, como fez com a CPMF no final de 2007

Célia Froufe, da Agência Estado,

17 de junho de 2008 | 14h43

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, acredita que quanto mais rápido o projeto de lei complementar que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS) passar pelos trâmites burocráticos, mais cedo ela será abolida. "É bom que (a MP) volte para o Senado para a gente derrubá-la logo, já que está aí", disse a jornalistas após participar do Fórum Nacional da Indústria - XVIII Reunião, que ocorre nesta terça, 17, na sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em São Paulo.   Veja também: Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMF Entenda a Emenda 29    "Tenho muita confiança no Senado Federal, visto que, no ano passado, enterraram a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)", disse referindo-se à contribuição que inspira atualmente a criação da CSS. "O Senado tomou uma decisão a favor do País. Creio, tenho confiança, de que tomará de novo, enterrando a CSS, que quer dizer: Contra Seu Salário", brincou.   Skaf argumenta que o trâmite da aprovação da CSS vem passando por caminhos ilegais. "É uma iniciativa acompanhada de irregularidades, que fere a Constituição", alegou. Além disso, ele acredita que, se a proposta fosse levada ao Congresso por meio de emenda constitucional, não seria aprovada, já que necessitaria de 308 votos na Câmara, e não de 257 - a aprovação contou com 259 votos. "Não seria aprovada de outra forma. Foi uma votação bem apertada, por dois votos e um deles...", disse, referindo-se ao deputado Antonio Palocci (PT-SP), que também participou do evento. "Não consigo ser hipócrita, gosto de transparência e disse hoje a ele que lamentei o seu voto", continuou.   Para o presidente da Fiesp, é constrangedor que Palocci tenha votado a favor da criação da CSS, não só porque, segundo Skaf, a sociedade já se mostrou contra a criação de uma contribuição, mas porque o Senado já havia a derrubado. "Apesar de todo o respeito que tenho por ele, lamentei. Contar com o voto a favor da CSS do presidente da comissão da reforma tributária, que abriu um espaço para discussão da reforma e, em seguida, aprovar uma contribuição de atropelo...", continuou sem terminar o raciocínio.   Ele comentou que Palocci apresentou uma resposta pró-forma a sua colocação. "O deputado é muito habilidoso, não é? O que é que ele vai falar?", questionou. Quando retirou-se do evento, Palocci concedeu uma rápida entrevista à Agência Estado (veja nota das 13h28), mas abordado sobre o voto da CSS, não respondeu. Ele entrou no carro e alegou que estava atrasado para pegar o vôo a caminho de Brasília.   Para o presidente da Fiesp, não há necessidade da criação da nova contribuição, já que, segundo ele, mesmo com o fim da CPMF, houve aumento da arrecadação federal, e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Saúde e os programas sociais não foram afetados. "Tudo o que falávamos no ano passado, os primeiros quatro meses deste ano já mostraram", considerou.   Ele calculou que, nos primeiros quatro meses deste ano, a arrecadação já aumentou R$ 30 bilhões e prevê, que até o final de 2008, este incremento seja de R$ 80 bilhões. "Só a regulamentação da emenda 29 fornecerá de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para a Saúde. Se for preciso mais, basta pegar o excesso da arrecadação, não é preciso criar um novo imposto", defendeu.   Texto atualizado às 15 horas

Tudo o que sabemos sobre:
Paulo SkafCSS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.