'É absolutamente de acordo com o que nós sempre fizemos', diz Dilma, sobre prisões no Amapá

Candidata petista rafirma princípio de desmantelamento de corrupção, 'doa a quem doer'

Elder Ogliari, da Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 14h53

PORTO ALEGRE - A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse que a prisão de 18 pessoas no Amapá, inclusive do candidato ao Senado Waldez Góes (PDT), para quem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos, está "absolutamente de acordo com o que nós sempre fizemos", dando a entender que a postura do governo federal diante de casos semelhantes é sempre a mesma.

 

"A gente tem tido em relação à Polícia Federal (que efetuou as prisões), à Controladoria Geral da União e todos os órgãos de investigação a seguinte informação, que sempre foi a do presidente Lula: desmantela esquema de corrupção, doa a quem doer", afirmou, em entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira, em Porto Alegre. Dilma está na capital gaúcha para acompanhar de perto os primeiros dias de vida do neto Gabriel e falou com os jornalistas numa sala do Hospital Moinhos de Vento.

 

Ajuste fiscal. A candidata também negou a possibilidade de promover um ajuste fiscal num eventual governo. "Com a inflação sob controle, com a dívida pública caindo, com economia crescendo eu foi fazer ajuste fiscal para contentar a quem?", questionou. "O povo brasileiro não ganha com isso". Dilma reiterou que os governos recorrem a ajustes fiscais quando estão quebrados, o que não seria o caso do Brasil. A candidata prometeu, no entanto, que fará controle de gastos, que considera obrigação de qualquer governo.

 

Fraldas e fraudes. Ao final da entrevista, quando Dilma já caminhava para a porta da sala, um repórter questionou a candidata sobre fraldas. Como ouviu mal, Dilma confundiu o tema e, demonstrando bom humor, respondeu: "Eu não falo mais sobre fraudes. Vocês perguntem isso para o meu adversário (José Serra, do PSDB), porque essa é a pauta dele".

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