Dúvidas sobre venda da Varig foram explicadas, diz Jucá

Para senador, depoimento não trouxe nenhuma mudança de rumo, mesmo diante da posição de Denise Abreu

CIDA FONTES, Agencia Estado

11 de junho de 2008 | 18h56

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que as dúvidas em relação à venda da Varig ficaram esclarecidas ao longo do debate na Comissão de Infra-Estrutura, realizado nesta quarta-feira, 11. Jucá minimizou as declarações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, para quem houve pressão da Casa Civil na Anac. "Teve pressão de todos os lados, inclusive de políticos do Rio Grande do Sul, de todo canto. O que o governo fez foi cobrar procedimentos para que a Anac atuasse dando suporte judicial às decisões legais", disse.     Veja também: Dilma nunca deu ordens expressas, mas fez pressão, diz Denise Para Virgílio, venda da Varig pode levar a nova CPI Senadores batem boca sobre 'perdão' da dívida da Varig Denise diz que dossiê pretendia pressioná-la psicologicamente Denise destaca rapidez incomum na certificação da nova Varig 'Governo arquitetou a saída dos diretores da Anac', diz Denise Turbulências da Varig  Para Jucá, o depoimento de desta quarta não trouxe nenhuma mudança de rumos, mesmo diante da posição de Denise Abreu considerando que não poderia haver a sucessão das dívidas. Os petistas reforçam a posição de Jucá, lembrando que a ex-diretora não apresentou nenhum voto em separado na reunião que decidiu pela venda da Varig. "Ela votou duas vezes (com a posição do juiz da 1ª Vara do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, na questão)", disse Jucá. Já a líder do PT, Ideli Salvatti (PT-SC), disse que Denise Abreu não tirou da mala que trouxe nenhum documento para sustentar suas acusações. "É uma mala oca", afirmou. Em relação à declaração de Denise Abreu segundo a qual o advogado Roberto Teixeira agia com truculência, Romero Jucá afirmou: "Ela tem uma briga com Roberto Teixeira que não interessa ao governo. Tudo isso é perfumaria". O líder do governo fez questão de esclarecer que, ao contrário do que disse Denise Abreu, a Varig foi vendida para a Volo por R$ 277 milhões e não por R$ 24 milhões. Jucá apresentou o contrato comprovando o valor de R$ 277 milhões, descartando a informação de que a revenda da empresa teria sido feita por um preço bem mais baixo.

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