Dúvidas ao vivo e via internet

Eleitores vêem choque entre passado e candidatura

Alexandre Rodrigues, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de agosto de 2008 | 00h00

Ex-militante da oposição armada à ditadura e tradicional portador de bandeiras libertárias, Fernando Gabeira foi instigado ontem, durante a sabatina do Grupo Estado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa, a explicar aparentes contradições entre sua militância do passado e sua atual candidatura. Internautas que enviaram perguntas pelo portal www.estadao.com.br durante a transmissão ao vivo pela TV Estadão e convidados que estavam na platéia quiseram saber mais sobre o suposto choque entre a promoção dos direitos individuais, tradicionalmente defendida pelo deputado, e a autoridade para ordenar a ocupação da cidade, por exemplo. TV Estadão: Assista à íntegra da sabatina com Fernando Gabeira, do PV Respondendo à pergunta de Adilson Gonçalves, da platéia, Gabeira afirmou que o verdadeiro humanismo não está no descontrole urbano gerado pela condescendência com a proliferação de favelas. "É humanismo pensar num processo em que as pessoas ocupem irregularmente as encostas e morram em desastres e, mais do que isso, tragam o perigo para quem está embaixo?", questionou. "O populismo carioca que fortaleceu o crescimento das favelas sob o argumento de que as pessoas têm o direito de morar, não importa onde, é um falso humanismo", argumentou. Citando Brasília, Gabeira disse querer criar no Rio um programa para migrantes frustrados que terminam em favelas ou vivendo na rua. Eles receberiam ajuda financeira para voltar a suas cidades de origem. Sobre os flanelinhas, quer licitar as áreas de estacionamento da cidade entre empresas que os contratem, mas também ofereçam seguro aos motoristas. Na platéia, Luiz Guilherme Folly, estudante de Comunicação da Faculdade Hélio Alonso (Facha), quis saber como o candidato pretende corrigir o desequilíbrio da oferta de cultura entre a zona sul e as zonas oeste e norte. Gabeira defendeu uma política cultural ligada ao turismo e que funcione como instrumento para superar o conceito de "cidade partida". Ele prometeu equipar lonas culturais e revitalizar bibliotecas de bairro. "Acho que faltou ele desenvolver melhor, talvez por falta de tempo", observou Folly, que ainda não sabe em quem votar. A jornalista Cristiana Alvim, que também acompanhou a sabatina na ABI, esperava ouvir mais sobre educação.

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