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Dutra quer unanimidade da bancada nas votações

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, parabenizou no Twitter a bancada de senadores do partido que votou unida a favor do salário mínimo de R$ 545. "O PT deu grande demonstração de unidade política na votação de ontem no Senado. Parabéns a todos (as), em especial ao líder @humbertocostapt", registrou o petista.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 17h37

A unanimidade da bancada resultou de um amplo esforço do partido para dissuadir o senador Paulo Paim (PT-RS) de votar a favor do mínimo de R$ 560, conforme emenda de autoria do DEM. Nesse processo, foi decisiva a intervenção da presidente Dilma Rousseff, que convidou Paim para uma conversa reservada com ela no Planalto antes da votação.

As duas defecções do PT na Câmara, com os votos contrários dos deputados Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM), irritaram Dutra. Eles não serão punidos porque o diretório nacional do PT não fechou questão sobre a votação do mínimo. Dutra não defende que o PT feche questão nas votações mais polêmicas, porque as sanções aos infieis podem ser muito duras. No episódio mais dramático envolvendo dissidentes, o PT expulsou a então senadora Heloísa Helena (AL), que votou contra a reforma previdenciária no governo Lula. Ela fundou o PSOL e levou com ela petistas históricos, como o deputado Chico Alencar (RJ).

O desejo de Dutra é convencer os deputados e senadores da sigla a votarem sempre unidos. "Não podemos impedir um deputado ou senador de ter opinião própria, mas ele tem de respeitar o partido", ponderou. Nos casos em que alguém discordar da orientação de voto, a ideia é convencê-lo a utilizar a "declaração de voto", recurso previsto no estatuto do PT. Por esse instrumento, o petista pode declarar a posição contrária ao tema em discussão, mas é obrigado a votar com o partido.

Todo o esforço para garantir os 15 votos petistas a favor do governo tem duas justificativas. Primeiro, Dutra quer resgatar a unidade que caracterizava a bancada nos tempos em que o PT fazia oposição ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em segundo lugar, o PT não poderia deixar o PMDB se vangloriar da votação unânime na Câmara a favor do governo. "Não poderíamos deixar o PMDB cantar de galo sozinho", desabafou um outro petista.

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