Dutra: 'ciúme de político é pior que ciúme de mulher'

Ao explicar as dificuldades para administrar os palanques duplos que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, terá nos Estados, o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, afirmou que "ciúme de político é pior que ciúme de mulher". O petista avaliava a resistência do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), em aceitar que Dilma participe de eventos de campanha de seu principal adversário, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que vem cobrando, reiteradamente, manifestações de apoio da pré-candidata.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

18 Maio 2010 | 16h12

Na avaliação de Dutra, Dilma terá, sim, que participar de eventos ao lado de Garotinho, inclusive subindo ao palanque dele quando estiver no Rio - ainda que Cabral reclame.

"Na política, todo mundo é ciumento. Aliás, ciúme de político é pior que ciúme de mulher", declarou o presidente nacional do PT, pouco antes de falar no XXII Fórum Nacional, que acontece na sede do BNDES, no centro do Rio. "Se houver algum evento que o Garotinho organizar e a convidar, se for compatível com a agenda dela, ela vem, sem problemas."

Ainda de acordo com Dutra, Dilma não deverá pedir votos nem para Cabral, nem para Garotinho, e também não pedirá votos para nenhum dos candidatos a governador que a apoiarem nos Estados em que terá palanques duplos. "É claro que ela não vai pedir votos para um e para outro. Ela vai pedir votos para ela", afirmou o presidente do PT.

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