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Dutra chamará todos os aliados para discutir cargos

A batalha por cargos no governo de Dilma Rousseff vai começar formalmente na semana que vem. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pretende conversar com os partidos aliados - PMDB, PDT, PSB, PR, PC do B, PRP, PTN, PSC e PTC -, além do PP, que não é da coligação que venceu a eleição, mas apoiou Dilma no segundo turno.

AE, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 09h09

Dutra quer montar um diagnóstico para entregar à presidente eleita quando ela retornar de sua viagem à Coreia. Dilma vai participar, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da reunião do G-20, nos dias 11 e 12 próximos. "A ideia é conversar sobre o futuro, podem ser indicados nomes", declarou Dutra. Ele informou já ter mantido contato inicial por telefone com todos os partidos aliados.

A primeira conversa ocorreu ontem à noite durante jantar na casa do vice-presidente eleito, Michel Temer, que também é o presidente do PMDB. Só ele e Dutra participaram do encontro. Tanto Temer quanto Dutra reforçaram que vão conversar partido por partido para tentar entender quais são as questões, expectativas e sugestões de cada um. "A partir de segunda-feira, vamos ter conversas individuais com os partidos para depois apresentarmos para a presidente o quadro geral", disse Dutra.

Palocci

Aliados próximos de Dilma são categóricos ao afirmar que não há possibilidade de Antonio Palocci ocupar uma pasta política no futuro governo. A futura presidente já teria confidenciado que Palocci vai mesmo ocupar o Ministério da Saúde, apesar de não ser o cargo dos sonhos do petista, que é médico.

A avaliação de Dilma reflete a visão do presidente Lula. Caso Palocci viesse a ocupar a Casa Civil ou algum outro ministério criado a partir da reformulação do gabinete da Presidência, o ex-ministro da Fazenda seria alvo fácil da oposição e poderia repetir o script de José Dirceu, que era apontado como o homem forte do governo Lula.

A visão de Lula já discutida com Dilma é que Palocci deve permanecer "recuado e interferindo nos bastidores", segundo um relato de um aliado da petista. O recuo seria necessário pelo passado do ex-ministro, que se envolveu no episódio de violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O caso o derrubou do ministério e ainda causa constrangimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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