D´Urso é reeleito para comandar OAB em SP

O criminalista Luiz Flávio Borges D´Urso foi reeleito, na noite desta quinta-feira, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Por volta das 22 horas, a apuração ainda não tinha sido concluída - faltavam 48 das 431 urnas do interior. No entanto, D´Urso foi declarado vitorioso com 57.717 votos, ou 50,23% do total apurado, enquanto Rui Fragoso aparecia no segundo lugar, com 41.907 votos. Leandro Pinto obteve 3.575 votos e Clodoaldo Pacce Filho, 1.224 votos.D´Urso disse ter recebido a vitória como "um aval a todo trabalho" realizado em sua primeira gestão e estabeleceu como meta para o próximo triênio pressionar o Congresso para aumentar o repasse ao Judiciário e assim concluir a informatização dos tribunais paulistas."Nós vamos fazer o Judiciário de São Paulo funcionar. Vamos ao Rio buscar a experiência, onde um processo de primeira e segunda instância tramita em um ano e meio. Aqui tramita em sete, trazendo angústia aos juízes, promotores, serventuários, à advocacia e à sociedade". Ele diz que a pressão sobre o Congresso "é um esforço que São Paulo merece e a OAB tem como fazer".O presidente da OAB paulista disse ser favorável à lista elaborada pela entidade com os nomes de autoridades que sofreram processo de desagravo por violar as prerrogativas profissionais dos advogados. E acredita que ela deve aumentar em sua nova gestão.D´Urso disse ainda que vai pressionar os deputados para que essas autoridades passem a responder a processos penais. "Nós temos um projeto tramitando no Congresso que vem criminalizar a violação às prerrogativas profissionais. O alvo é esse. Porque a magistratura, pelo menos aqui em São Paulo, o Ministério Público e os delegados respeitam a advocacia, nos damos muito bem. E as exceções precisam ser coibidas".Para Pacce Filho, a divulgação da lista foi "uma insanidade", feita por motivos eleitoreiros, e deve custar processos por danos morais à OAB. "As pessoas que cometeram abusos em relação à prerrogativa atentaram contra a advocacia e o remédio é o desagravo. Tornar isso público vai gerar 180 ações por danos morais. Vai ser falência ética, financeira e moral da entidade".Mesmo sem a totalização das urnas, às 20 horas desta quinta-feira, D´Urso já era festejado em três salões de um luxuoso hotel no centro de São Paulo. "Aqui não tem festa, é só uma reunião, um encontro de amigos", esquivou-se ele, sem revelar o custo do evento.

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