Duque usou motivo igual ao do caso Sarney para Virgílio

O presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), pediu o arquivamento da representação do PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio, apresentando razões políticas. "Não pode este conselho ser instrumento de ação político-partidária nem substituir o eleitor em sua decisão soberana como titular do poder", afirma o senador, no despacho em que pediu o arquivamento. Esse foi o mesmo argumento que Duque utilizou para arquivar 11 ações apresentadas ao Conselho contra o presidente do Senado, José Sarney.

CAROL PIRES, Agencia Estado

12 de agosto de 2009 | 18h48

Na representação do PMDB, Arthur Virgílio era acusado de estourar o limite do plano de saúde para tratamento de sua mãe, já falecida. "No que diz respeito às despesas do tratamento da genitora do representado, não era ele o ordenador de despesas nem tinha o poder de autorizar o pagamento, restando-lhe, no máximo, o papel de peticionário no caso. Ora, não há ilicitude em formular um pedido", sustentou.

Outra denúncia apresentada contra Arthur Virgílio dizia respeito a empréstimo que o senador havia pedido ao ex-diretor Agaciel Maia para pagar despesas pessoais. "Não há, tampouco, ilicitude em pedir empréstimo em um amigo em uma situação emergencial

Paulo Duque disse, por fim, que Arthur Virgílio não pode ser julgado pelo fato de ter mantido um funcionário estudando fora do País sem cortar o salário do mesmo. "Ocorre que o representado não se limitou a reconhecer a existência do fato e a sua ilicitude. Sua excelência se dispôs e tomou as providências devidas para ressarcir as despesas respectivas ao Erário."

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